BalCast #1 - Será que é simples, mesmo? - Rafael Baltresca

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BalCast #1 – Será que é simples, mesmo?

by  Rafael Baltresca

BalCast #1 - Será que é simples-rb

Tempo de leitura: 2 a 3min

Sempre que faço algum tipo de viagem rápida, deixo meu carro perto do aeroporto. Deixei-o, então, no estacionamento do aeroporto de Congonhas e pedi para que eles o lavassem também. Ao voltar, depois de um dia fora, o carro estava bem limpinho, lavadinho, porém… Sabe aquela bolsinha que fica no câmbio, o lixinho de carro? Acredite você ou não, continuou exatamente como antes: cheia de lixo! Ou seja, o carro voltou limpo só que a bolsinha permaneceu como estava.

Por que estou falando isso e por que isso tem tanta importância? É simples! Porque eu posso pegar a bolsinha, tirar o lixo de dentro e acabou. Mas vejamos por outro lado: um serviço que talvez tenha durado 30 ou 40min (porque pedi uma super lavagem, com direito a cera, cheirinho, feito com cuidado etc.) quando entregue, é feito com uma vírgula, com algo que poderia ter sido melhor. Essa simples bolsinha cheia de lixo transmite falta de atenção, falta de cuidado, transmite falta de respeito, falta de um monte de coisas.

Então, essa ideia jogada ao vento é para você pensar um pouco sobre seu serviço, seu produto, ou, se você trabalha para alguém, sobre o que você entrega. Às vezes, uma semana de trabalho, de pesquisa, uma semana de empenho para fazer uma apresentação, com os números perfeitos, mas com um erro de português ou uma fonte feia, significa que você não perdeu o tempo necessário arrumar estes detalhes que podem sujar todo o resto. Existe um nome para isso e que veio lá de fora: é a lei da fluência ou efeito fluência. Algo que pareça bonito, algo que pareça ser extraordinário tem muito mais chance de alcançar o objetivo do que algo realmente extraordinário que não pareça assim.

Atente-se aos detalhes! Eu sei que o ótimo é inimigo do bom, mas sei também que o bom para sempre se torna ruim. Mesmo que você queira fazer algo só para entregar, melhore um pouquinho da próxima vez. Melhore seu processo até chegar um momento em que esse cara, por exemplo, falaria: “Ok, o carro está lavado. Agora é só entregar? Não. Falta a checagem geral de vidros, bancos, lixinhos…” Enfim! Só um lixinho novo e ele ganharia uma boa impressão, continuaria com o cliente e até uma propaganda, porque no lixinho ele poderia colocar o nome e telefone do seu estabelecimento.

Se eu voltar a este lugar (porque provavelmente não será esse fato que me fará ir para outro), talvez eu tenha uma outra impressão do serviço, passe a olhar para outro lava-rápido e talvez até por essa impressão eu troque de serviço.

  • José Cardoso

    Fala Mr. Rafael, blz aí??
    comecei a lhe acompanhar hoje (02/06/17). Gostei da sua postagem, os pontos sobre a lavagem do seu carro foram perfeitos, mas… vamos lá:
    Só um ponto para reflexão, o lixinho no carro era seu, não do lava rápido.
    O que estou querendo dizer: Imagine se você esquecesse algo de grande valor no lixinho ou algum documento, algo extremamente importante, e que você não quisesse que os profissionais do lava rápido soubesse (por isso não informou à eles), qual seria a sua surpresa ao chegar desesperadamente no carro e constatasse que a sacolinha do lixo havia sido substituída por outra e que o lixo havia sido jogado fora!!
    Qual teria sido a sua reação???
    Vamos imaginar que os rapazes do lava rápido tenham pensado assim: Esse é um lixo particular, pode ter algum papel importante aqui e quando ele voltar podemos retirar na presença dele.
    Talvez já tenha acontecido algo parecido assim (jogar lixo fora com algo importante dentro), e o dono do carro tenha responsabilizados os rapazes.
    Forte abraço meu Nobre e $UCE$$O!!!

    • Rafael Baltresca

      Obrigado pela colaboração, meu amigo. Um forte abraço!

Rafael Baltresca

Rafael Baltresca é palestrante, facilitador e hipnólogo corporativo. Atua desde 2004 como conferencista dentro e fora do Brasil.
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