BalCast #12 - Entrevista com Pyong - Rafael Baltresca

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BalCast #12 – Entrevista com Pyong

by  Rafael Baltresca

Tempo de leitura: 22,5min

Recentemente, gravei uma entrevista com meu grande amigo Pyong Lee para o meu canal BalCast, e tudo o que rolou em nossa conversa você confere aqui também.

RB: Conte um pouco mais o que você faz hoje, como você se define, quem é o Pyong Lee?

PL: Hoje eu sou youtuber, um creator, eu crio conteúdo em várias plataformas, mas meu principal foco em empresa e trabalho é o YouTube, que me rende outros trabalhos, como muitas coisas que vão acontecer daqui pra a frente. Então, o YouTube é o principal, eu crio conteúdo. Pyong Lee é o verdadeiro showman fabricado no Brasil com tecnologia coreana. Sou versátil, gosto disso! É isso que eu gostaria de passar para as pessoas.

RB: Eu queria conhecer um pouco mais de você, mas não da parte que você faz hoje. Quero voltar um pouco no tempo e gostaria que você contasse o que você estudou, porque eu sei que estudou algo não muito convencional para um artista.

PL: Eu estudei Direito, sou Bacharel em Direito… E corretor de imóveis também, tenho CRECI!

RB: Bom, você é filho de coreanos e tem uma família toda pensando em você como advogado ou como corretor de imóveis e do nada você fala “quero seguir meu coração”. A mágica, você já pratica a um tempão, certo?

PL: Vai fazer oito anos em setembro. Comecei aos 16 anos, no segundo colegial, praticando todos os dias, no ônibus, metrô, na rua de propósito para cair e quando caia eu dizia “se cair no bueiro, vou ter que melhorar”.

RB: Quero saber, então, do Pyong com seus 20 ou 21 anos, que fala para si mesmo “não vou seguir a carreira de advogado, não vou seguir o que meus pais querem que eu faça; vou fazer o que eu quero”. Como é que foi nesse momento? Primeiro, o que eles falaram? O que você pensava e, o mais importante, o que te fez seguir realmente os seus sonhos? Qual foi a motivação?

PL: Eu já estava com isso na cabeça antes. Meus pais não falaram nada, só foram contra. Imagine: um coreano, nascido fora da Coréia, que decide seguir carreira artística, sendo que já não tem muita oportunidade para asiáticos na TV e na mídia. Não tem! Primeiro que até hoje mágicos são mal visto, a mágica não é considerada como um emprego de verdade. Meus pais falavam “vai passar fome”, então foram contra isso, contra eu ser ator, porque ator que não é famosão passa fome, então tudo foi meio contra. Ninguém apoiou, ninguém falou “segue seu coração, tenha um futuro descente”… Falavam “não vá sofrer que nem a gente”, porque minha família só sofreu. Vieram para cá há trinta e poucos anos e só levaram paulada, só coisa ruim na vida; foi bem difícil para eles.

RB: O que te motivou, então, a seguir com a arte e falar “vou fazer isso”?

PL: Quando eu me apaixonei, eu vi que a televisão era uma coisa legal, estar na frente das câmeras, atuar, fazer o que gosta. Falei: cara é isso! Não dá para acordar todo dia de saco cheio e falar “nossa que porcaria, vou fazer de novo essa porcaria”, trabalhar com uma coisa que eu não gosto, de saco cheio, louco para chegar sexta-feira ou sábado, não é para mim. Resolvi que iria sair da curva, ser o primeiro dos 50 mil coreanos que tem no Brasil. Pensei: “vou ser famoso, ser artista e trabalhar com o que eu quiser, fazer de tudo, ser versátil; eu quero isso, eu vou seguir esse meu sonho, quero acordar tendo prazer no que eu vou fazer”.

RB: Você sempre foi assim, desde pequeno você se vê quebrando as regras, fazendo o que dá na telha? Quando foi essa transição?

PL: Não é bem o que dá na telha, eu era um bom filho, sempre fui, sempre respeitei muito o meu tio, que foi quem me criou. Meu pai faleceu com 35 anos, então o irmão mais novo do meu pai, que é meu tio, quem me criou. Eles se esforçaram muito, foi bastante sofrimento… Teve uma época da minha vida em que eu trabalhei 13h por dia, fazia 4h de faculdade, dormia pouco e ficava cuidando sozinho da mercearia. Usaram meu nome, que até hoje está sujo, o nome do meu irmão… Tenho 4 irmãos menores. Meus avós trabalharam sempre também. Esse ano que ficou mais suave, mas, até o ano passado, minha avó trabalhou muito e ela tem 75 anos. Esse ano foi que deu uma reviravolta. Mas depois que eles viram que começou a dar dinheiro, vinham pessoas falar sobre mim… Meu tio ouve os outros comentarem que o filho é meu fã, o pessoal reconhecendo no shopping, no aeroporto… Hoje eles me apóiam total! Meu pai só não fala pra mim porque ele é bem fechado, coreano. Mas ele me assiste e sei que fala pra todo mundo. Minha mãe fala que ele sai falando, mas para mim não fala nada. Para ele, tanto faz como tanto fez. Minha mãe me apóia muito. Quando eu fui correr com a tocha, ela chorou… Meus avós apóiam 100%.

RB: Quem te vê na internet e não te conheça pensa que é um menininho bonitinho que pegaram para fazer sucesso. O cara não tem ideia do que foi sua trajetória inteira, de 5 anos de faculdade, trabalhando todos os dias, com uma família fazendo de tudo para sustentar  e você ajudando. É fácil olhar o que deu certo e julgar.

PL: É fácil mesmo. Olhar para o cara e falar “deu sorte com isso, a ideia deu certo, tem pai rico, tem dinheiro, já tinha condições…” Não tem isso! Eu acho que todo mundo tem seu mérito de estar em algum lugar, é o esforço de cada um, não importa onde, como, quando ou no que… Mas sempre tem a meta, o esforço e o reconhecimento. Acho que quem não merece, não vai estar naquele lugar.

Avançando um pouco no tempo, já com seus 22 anos, talvez, como é que foi a transição? O primeiro grande passo na mídia foi com o Silvio Santos, não é isso? Como é que você chegou ao Silvio Santos?

PL: Forte entre aspas. Isso, na verdade, foi em 2009, quando fui ao Silvio Santos e ele gostou muito, elogiou bastante. Eu comecei com a mágica em 2008, vai fazer oito anos agora em 2016. Eu estava com um ano na mágica, mas com um ou dois meses eu já fazia coisas que eu nem acreditava que eu iria fazer. Então, eles me acharam no mercado da mágica, onde nós também nos conhecemos. Eles foram procurar mágicos para participar de um concurso e eu já falei “é a oportunidade”. Mostrei manipulação de CDs, que é o que me deu destaque na televisão, manipulação de cartas, moeda, tudo o que eu sabia. Gostaram de mim, passei para a semifinal e tive grandes desilusões… (risos) Na época, os mágicos ficaram putos comigo! Depois, me indicaram para o Qual é o seu talento. Passei para a semifinal, só que não passei para a final e me contrataram para a quarta temporada, onde fiquei o ano de 2011inteiro gravando como assistente de palco de mágico, mas eu era um personagem mudo, não tinha muita exposição. Eu ainda não tinha direção. Pensava: “estou aqui, mas não no papel que eu quero; não nasci para ser secundário, para ser assistente”.

RB: Mas lá você já estava na TV…

PL: Então, aí eu ficava “quero ser personagem público, quero estar na TV, ser apresentador, ator” e aquela vontade só reforçou. Todo o trajeto que eu tive me levou ao que sou hoje, onde estou hoje, e as condições que tenho hoje. Tudo cooperou de alguma forma. Depois, fui a programas sempre “picados”. Eu ia como mágico, mas ainda não considerava que estava com minha carreira feita. Fui ao Faustão, ganhei o Se vira nos 30, fui na Hebe como mágico, em vários programas.

RB: Bom, você já sabia o que queria, o bichinho do artista já tinha te picado, você sabia que era um cara midiático, era para estar na TV. A explosão, então, foi com o YouTube?

PL: Sim, ninguém esperava que o YouTube fosse estourar assim. Hoje, a televisão está perdendo em audiência, tanto que estão contratando youtubers para a televisão. Vão até inaugurar um reality show de youtubers, então, estão levando a audiência da internet para a TV e não o contrário. A televisão agora só cria uma imagem, um status, mas não faz diferença na audiência, não aumenta inscritos, não conta muito…

RB: Para o pessoal entender, eu acabei de fazer um curso há pouco tempo e tinha um pesquisador de mídias que falou o seguinte: hoje, qualquer pessoa que tem um canal no YouTube e que tenha um único vídeo com mais de 300.000 views, este vídeo já tem mais audiência do que qualquer canal de TV fechada. Você está com quantos inscritos hoje, Pyong? Teu vídeo com melhor audiência tem quantos views?

PL: São 2 milhões e 700 mil inscritos no canal e o meu melhor vídeo tem 7 milhões de visualizações.

RB: Um vídeo com 7 milhões de visualizações bate qualquer canal de TV fechada e muitos de TV aberta. Então, chegou uma hora em que você se viu, não sei se foi um dia ou após um tempo, como um cara que influencia gente. Tem quase 3 milhões de pessoas que estão atreladas ao meu nome e que um dia ou outro vão acabar te vendo porque estão inscritos em seu canal. Fora o resto, porque você vai à TV, dá entrevista, vai a outros canais de YouTube, você está nas mídias da molecada toda… Qual foi o dia em que você falou assim: “eu não sou mais o Pyong de 16 anos sonhando em ser artista; hoje, eu sou um artista do nível de Danilo Gentili, de Faustão, de Gugu… eu sou um cara que tem todo o potencial para ser grande”? O que passou em sua cabeça quando você parou e pensou nisso?

PL: Essa frase que você falou ao final é a que se encaixa melhor: eu não me vejo ainda como um artista completo. Eu me vejo como um artista, eu me vejo com potencial para ser da próxima geração e alcançar tudo o que eu quiser, ser apresentador, ter programa na TV, ter programa como mágico, hipnólogo, ter programa no Netflix, todos os projetos que eu quiser realizar eu sei que consigo e tenho potencial, mas ainda quero mais. Acho que estou no caminho, eu me vejo como artista, mas ainda não é tudo o que eu quero.

RB: Sabe que tem uma coisa dos grandes empreendedores e mesmo você não empreendendo no mercado formal, você é um empreendedor criativo e tudo o mais, tem uma coisa que eu vejo em você que é a inquietude. Esse “não estou satisfeito com o que eu tenho e preciso de mais”, pode ser um problema se você não souber lidar com o seu presente. Você ser maravilhosamente grato e saber lidar com seu presente é legal, esse olhar pra frente. Acho que o problema é quando você só olha pra frente, mas uma coisa que vejo em você é a inquietude de querer sempre querer mais.

PL: Sim, eu sempre fui assim. Na verdade, não sei de que momento para cá comecei a ser, mas sempre quero sonhar muito alto, ter metas muito grandes, porque custa o mesmo. Ter sonhos pequenos e metas pequenas custa o mesmo tempo e dá o mesmo trabalho. Então, é melhor você ter uma meta super grande e caminhar para alcançar essa meta.

RB: Vou deixar uma lição de casa pra você: você vai no YouTube hoje e coloca “perdidos na noite 1986”. Foi o primeiro grande programa que o Faustão apresentou. Eu quero que você veja aquilo. Quando vir, vai pensar: “meu potencial é muito grande”. Porque você vê um cara começando realmente perdido [o Faustão] e aquele programa era uma zona, uma bagunça, você vê o que o Faustão, esse nome, se tornou hoje. Isso vai te dar um empurrão e você vai ver que seu começo está muito bom.

PL: Mas ninguém esperava os youtubers, né? São empreendedores… Tem muita gente que fala mal, que acha que é só vídeo para a internet, mas hoje vários youtubers ganham muito mais do que atores globais.

RB: Existe uma coisa chamada economia criativa que poucas pessoas vêem e entendem. É aquela economia que não é de produtos palpáveis, por exemplo, você não pega um vídeo, não pega uma música, não pega um show. Só que é uma economia que movimenta bilhões! Então, hoje em dia, colocar olhos nessa carreira artística, ainda que você não queira seguir isso, aprender com esses caras é importante. Porque tem um monte de gente aí fazendo fortuna com isso, não só pensando no dinheiro, mas crescendo como uma empresa, fazendo novos negócios, fazendo novas conexões, trabalhando nesse mercado criativo, nesse mercado de arte.

PL: Uma coisa que eu percebi muito de uns anos para cá: eu era muito desesperado por dinheiro. Porque, na minha família, todo mundo está endividado, todo mundo tem dívida no nome, para a gente sobreviver, até hoje o que eles criaram… Cinco filhos! Meu tio e minha tia, que são meus pais, fazendo tudo sozinhos… Eu sou o mais velho e era obcecado por dinheiro, queria porque queria dinheiro, o foco era dinheiro, eu tinha que ajudar a minha família. Mas a partir do momento em que eu pensei “não vou fazer isso; vou fazer um bom trabalho, fazer o que eu gosto”, começou a vir automático. No empreendedorismo, você vê que as pessoas de maior sucesso sempre têm como foco ajudar pessoas ou acrescentar na vida das pessoas de alguma forma. E o YouTube faz isso: é uma nova forma de entretenimento para todos os públicos. Quando vêem que faço mágica em festa infantil, pensam que meu publico é só de crianças, adolescentezinhos, mas meu público varia de 18 a 36 anos (70% do total), tenho público também de 36 até 44 anos. A mágica e a hipnose interessam qualquer tipo de público. É uma nova forma de entretenimento, que a TV fazia antes, mas que não está conseguindo mais fazer.

RB: O YouTube é o UBER da TV?

PL: Pois é… É o youtUBER mesmo.(risos) E o foco  é isso: é fazer o bem para as pessoas, e as pessoas falam mal dos canais de YouTube sem saber o conteúdo deles. No meu, falo sobre mágica, cobertura de eventos, informação, cultura coreana, cultura brasileira, pegadinhas, então, é todo tipo de conteúdo e agora mais ainda sobre hipnose clínica, que acrescenta muita gente mesmo.

RB: Para quem não sabe, o Pyong está estudando de uma forma bem forte a hipnose desde o começo do ano e já está fazendo barulho. Milhões e milhões de views, shows pelo Brasil todo, também está fazendo hipnose clínica… E aí, é hipnose agora, ou junta tudo? O que você vê daqui pra frente?

PL: Junta tudo, eu não gosto de fazer uma coisa só, Baltresca. Sou muito contra essa ideia… Acho que tudo o que é colocado na nossa cabeça quando a gente é criança, adolescente, adulto é crença limitante. Sempre me falavam “você só consegue ser bom em uma coisa” e não é verdade. Tudo bem, tem que ter foco em determinados momentos, mas não é assim “você só pode ser hipnólogo e ponto”. Não! Eu posso ser um bom mágico, dançar bem, posso ser hipnólogo, youtuber, posso fazer mágica, posso ser empreendedor, ter uma empresa minha, posso produzir vídeos, ter um livro… Então eu gosto de ser versátil. Acho que agora é juntar tudo e mais a hipnose como uma ferramenta incrível, uma ciência incrível, agregar no canal, para as pessoas, na minha vida, agregar em todas as áreas, mas junto com tudo, com a mágica que já existia na minha vida e que me levou a tudo. Sou muito grato a essa arte e agora por essa nova ciência que é hipnose.

RB: Mágico, hipnólogo, dançarino, advogado, corretor de imóveis, ator, apresentador, repórter… Dá tempo de almoçar, jantar, dormir, essas coisas básicas? E quando tiver mulher, filhos, gato, cachorro… E aí? Você está com 23 anos, já parou para pensar no Pyong de 50 ou está só curtindo, só surfando?

PL: Gato eu já tenho e dá um trabalhão! Mas não penso, acho que os 50 estão muito longe, tenho que viver o presente. Parece até um exemplo fútil, mas eu estava falando com minha avó e eu quero muito ajudá-la, pois meu avô está lá na coréia há dois anos. Quero ajudá-los, ajudar a minha família. Hoje eu não estou milionário, mas fui dar um dinheiro para a minha avó e ela falou assim: “não precisa me dar, mais para frente você me dá”. Eu falei que não adianta nada eu estar ganhando dinheiro agora e não dar para eles. E se eles morrem? Então, não vou pensar “eu te dou um milhão quando eu ganhar um milhão”. Se minha avó e meu avô morrem não adiantou de nada para mim. Se eu pudesse, daria tudo. Tiveram quatro dias em que eu trabalhei e, todos os dólares que eu ganhei, mandei para meu avô. Acho que temos que saber aproveitar o presente, o agora, pensando no futuro, claro, mas eu não penso nos 50 anos.

RB: Ok, vamos ser mais práticos… Não nos 50, mas nos próximos 5 anos: você se vê fazendo o quê?

PL: Antes dos 30? Meu sonho mesmo é ser ator de cinema, em série, novela, seja aqui ou fora, mas meu sonho final seria fora, lá nos Estados Unidos. Mas tenho várias metas, né? Ano que vem, eu quero estar com 10 milhões de inscritos, quero ter programa de TV, programa no Netflix, quero estar com 2 ou 3 livros publicados até daqui 2 anos. O de hipnose, que estou escrevendo, eu quero que seja até uma referência daqui uma década ou duas décadas, porque eu quero fazer completíssimo, tanto que você vai fazer parte. Quero empreender, quero ter algo que realmente vai impactar um bilhão de pessoas mesmo, antes de morrer, e, quem sabe até antes dos 30, ter um bilhão de reais. Acho uma meta muito boa, muito legal. Então, é isso: muitos projetos… Quem sabe abrir uma produtora de TV, uma agência, mas eu quero empreender mesmo com uma ideia que vai revolucionar o mercado. Estou sentindo… Antigamente, eu não sabia como eu ia ser famoso ou por que iria; eu simplesmente sentia. Por isso que eu insisti, tinha esse sentimento da certeza de que iria, porque eu gostava e eu queria. Tenho certeza de que alguma coisa incrível vai acontecer com relação a hipnose. Nos próximos anos, vai ser revolução mundial na área de saúde, vai sair muita pesquisa científica, muitos projetos com isso, acho que a hipnose será algo gigante ainda na minha vida.

RB: O mais legal é ver um Pyong que batalhou um monte quando tinha 16, 17, 20 anos, que se tornou uma referência para os mágicos, hipnólogos, como um rosto público e ver a sua humildade de parar o que esta fazendo, vir bater papo com um amigo, ir ao canal de um cara que está começando… Acho que essa mescla faz um Pyong completo, famoso, mas, o mais importante, de sucesso. Sucesso é você curtir e se deliciar com a vida que você tem, independente do que seja.

PL: Exatamente isso, você tem que gostar muito do que faz, tem que amar o que faz, porque isso é sucesso. Não importa se você é reconhecido ou não. Acho muito triste quando a pessoa não tem essa ideia ou condição… Na verdade, condição todos tem. Falta essa motivação,  falta o direcionamento de fazer o que gosta e não ter só um emprego, ficar 8h trabalhando, tendo chefe lá na sua orelha, ganhando pouco,  sempre insatisfeito, querendo a sexta-feira logo, beber a cerveja com os amigos… Aí você dorme, passa o fim de semana, e lá vem a droga de segunda-feira. Passa a semana inteira… e vive assim durante vários anos. Eu não! Acho triste isso. Então, se pelo menos você faz algo que gosta, está satisfeito com essa vida, legal! É sucesso! Se você não está satisfeito e quer outra coisa, sucesso também… fazendo o que gosta. Acho que sucesso se resume a fazer algo que gosta e seguir acrescentando na vida de outras pessoas ou na sua família.

RB: Para terminarmos o papo, queria pedir para você dar uma dica para quem está começando com o Youtube, quem gostaria de entrar nessas mídias sociais, mas eu não vou pedir isso. Vou pedir outra coisa: quero saber o que o Pyong de 76 anos daria de conselho para o neto dele.

PL: Exatamente isso que a gente falou: independente do que o neto ou neta quiser fazer da vida, eu vou empurrar. Vou incentivar para fazer algo que gosta e que vai fazer ele acordar todos os dias com prazer de fazer aquilo, de estudar aquilo, de ler, de trabalhar com aquilo, de ajudar pessoas. O meu irmão, por exemplo, quer ser missionário, viajar e falar de Deus, Jesus, evangelizar as pessoas, e eu falei que vou dar todo o suporte necessário pra ele.

RB: Mas se seu neto quiser ser uma coisa muito estranha, tipo advogado?

PL: Vou apoiar total! Eu não desapoio quem quer fazer faculdade. O que eu não apoio é a ideia de fazer uma coisa porque você sabe que vai dar uma carreira estável ou por causa do dinheiro. Se o cara disser que gosta de ler, de saber, quiser ser juiz, promotor, porque gosta dessa área, acho incrível! Eu vou incentivar de todas as formas possíveis, se o cara quiser ser astronauta, vou dar meu apoio.


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  • Guilherme Fauque

    Cara… juro que pensei que ele fosse um playboyzinho… a gente olha ele com famosos, etc, e pensa “esse cara é do meio dos ricos”. Muito boa a entrevista!

Rafael Baltresca

Rafael Baltresca é palestrante, facilitador e hipnólogo corporativo. Atua desde 2004 como conferencista dentro e fora do Brasil.
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